Processo envolve a fabricação de materiais com propriedades totalmente ajustáveis à necessidade daquele momento
Os vírus geneticamente modificados se organizam de acordo com padrões extremamente ordenados, todos com propriedades distintas, como cor e força, por exemplo. A técnica poderá ser usada para a fabricação de dispositivos ópticos ou aparelhos biológicos totalmente ajustáveis.
"Queremos imitar a natureza e criar muitos tipos diferentes de estruturas funcionais, com um método bem simples de construção", afirma Lee Seung-Wuk, líder do projeto.
Como cobaia, os pesquisadores usaram um vírus chamado M13. Primeiro, eles mergulharam uma fina camada de vidro num recipiente contendo o vírus. Ao puxar o material lentamente a velocidades precisas, o vírus configura-se espontaneamente na superfície do vidro em padrões ordenados e, assim, inicia um processo de auto-montagem, que acontece quando o solvente evapora. Alterando a concentração de vírus no recipiente - ainda com a velocidade controlada -, os pesquisadores foram capazes de criar diferentes tipos de filmes.
Os pesquisadores também mostraram que, a partir do material utilizado, poderiam surgir tecidos complexos. Para isso, eles alteraram geneticamente o vírus para que fosse possível expressar certas proteínas em sua superfície, influenciando, assim, o crescimento do tecido. Além disso, cultivaram células em cima das membranas e descobriram que elas se alinharam com a microestrutura.