Empresas utilizam formas bastante criativas de aproveitar a energia dissipada pelos equipamentos
Os Data Centers, centros de
processamento de dados das grandes empresas, consomem cerca de 1,3% da
energia de todo o mundo. De acordo com a Universidade de Stanford
(Estados Unidos), alguns projetos de melhoria, operados pela Amazon e
Facebook, reutilizaram cerca de 250 bilhões de quilowatts/hora em 2010. E
metade dessa energia é empregada em tarefas cotidianas de ambas
companhias, ou seja: não relacionadas à computação propriamente dita.
Pensando em maneiras de reduzir o consumo excessivo e propor modelos mais sustentáveis de energia, o site Technology Review
identificou cinco ideias criativas para a reciclagem do calor, a fim de
reduzir as contas de luz e diminuir a preocupação ambiental.
Um rack dos servidores da Universidade de Notre Dame
aquece um jardim botânico fechado no Conservatório de South Bend
(Indiana). O ar aspirado do exterior esfria os computadores, enquanto o
ar quente é lançado para a atmosfera. Os servidores estão conectados ao
principal computador da universidade, e são dadas tarefas caso o
processamento exija temperaturas mais elevadas. Paul Brenner, do Centro
de Pesquisa de Notre Dame, diz que o protótipo pode reduzir os custos de
prevenções contra o aquecimento global, além de reduzir o valor das
contas de eletricidade.
Micro-poder
Uma potente energia é projetada para transformar o calor de um processador de computador em eletricidade, no Laboratório Nacional de Oak Ridge
(Estados Unidos). Um minúsculo medidor, com apenas um milímetro de
largura, repousa sobre um chip de aquecimento. Conforme o calor aumenta,
as curvas do aparelho são afastadas até que a massa de ar quente seja
dissipada. Ao ser resfriado, o dispositivo volta para sua posição de
origem, e toca o chip novamente.
Ciclo virtuoso
Tubos azuis levam água fria para esfriar os
computadores no Centro de Dados Ambientais da Universidade de Syracuse
(Nova York). A instalação gera eletricidade própria no local usando
pequenas turbinas de gás. Elas ficam em atividade constante e são usadas
para aquecer água e absorver energia, enquanto um aparelho de
refrigeração utiliza o calor como fonte de energia. O sistema produz o
equivalente ao resfriamento de trezentas toneladas de gelo, três vezes
mais quantidade que o centro de dados precisa para esfriar seus
computadores. Todo o excesso de água fria é bombeado para o sistema de
ar condicionado dos prédios do complexo e, no inverno, a água quente é
usada no sistema de aquecimento dos edifícios (tubos vermelhos).
Um projeto de Data Center do Laboratório de
Pesquisas da IBM em Zurich (Suíça) fornece calefação (sistema de
aquecimento em locais fechados). A água corre através de microcanais de
cobre, conectados na parte de trás dos chips de computador. Os
microprocessadores, que podem chegar a 85º C, são controlados enquanto a
temperatura da água é reduzida a 65º C, quente o suficiente para
atender aos padrões suíços de aquecimento residencial. Assim, o chip
pode encaminhar a água aquecida para tubos dentro do piso das
residências nas proximidades. Bruno Michel, um dos pesquisadores do IBM
Zurich, diz que a 10 megawatts, um Data Center pode aquecer cerca de 700
casas.Transformadores de clima
Um servidor de data centers administrado pela empresa TelecityGroup, localizado em Paris (França), tem por objetivo estudar a mudança climática. O calor que sai dos computadores é canalizado para um viveiro de plantas, a fim de modelar as condições mais quentes que irão prevalecer na França em 2050. O data center do Telecity também utiliza sistemas de iluminação e refrigeração - energeticamente eficientes, que a empresa diz economizar 28 milhões de quilowatts por ano em eletricidade.
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